domingo, 16 de agosto de 2009


Feliz e abençoado Dia da Religiosa!!!!


Uma mulher samaritana encontrou com Jesus, sentiu no seu coração o fascínio da sua pessoa, do seu mistério e de sua mensagem. Por ele abandonou o seu cântaro, a sua velha vida, e transformou-se em testemunha e semeadora do Evangelho (Jo 4,5-42).
O episódio do diálogo com a Samaritana é considerado uma grande catequese batismal.

Durante o caminho da sua vida, a mulher Samaritana encontra Jesus. (Jo 4,1-42), Jesus, cansado da viajem, sentou-se junto ao poço de Jacó.
Desejamos deixar-nos iluminar no nosso discernimento pelo ícone da samaritana com Jesus no poço de Jacó; movido pelo amor mendicante de Deus Pai, desafiado aos preconceitos e aos tabus do seu tempo, dá inicio à conversa com a mulher e pede água. Diante da resistência inicial dela, Jesus não se altera; a conversa se desenvolve através de sete respostas que a mulher dá a sete frases de Jesus. O diálogo toca o coração de ambos. Jesus mesmo, se envolve profundamente, pede-lhe que creia nele e fala-lhe do verdadeiro culto em espírito e verdade, chega até a confiar-lhe o segredo mais intimo da sua pessoa e anuncia-lhe que é o “Messias que deve vir”. A mulher percebe imediatamente a força das suas palavras e a profunda atração da sua pessoa. Descobre progressivamente o mistério daquele homem que lhe oferece a água viva e a possibilidade de um novo relacionamento com Deus, muito diferente do culto institucionalizado e praticado no monte ou no templo. Essa mulher leva no coração uma historia de relações feridas. Talvez vá ao poço em hora insólita para não ser vista. Conhece, certamente, alguns elementos das práticas religiosas, mas precisa de alguma coisa nova e mais profunda. Quando encontra, torna-se outra pessoa. O vazio de sua vida é bem simbolizado pelo cântaro. Jesus percebe o mal-estar interior que o passado de aventuras causa nela. Se revela a medida que desvela a inquietude da mulher. Ela se transforma, passando da ironia para a sedução que a desrma, do vazio para a plenitude que a entusisma. O encontro com Jesus a transforma em mensageira.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009




"Em todas as tuas dúvidas acostuma-te a dizer: Senhor, que queres que eu faça?"

Mary Ward




"Serve a Deus com grande amor e liberdade de espírito." Mary Ward




Para quem lê sobre os católicos na Inglaterra durante o reinado de Elizabeth I, a vida das mulheres parece difícil devido ao seu papel extremamente passivo. Mary Ward era diferente. Como muitas outras, ela foi para o exterior para se tornar freira, embora não conseguisse esquecer das necessidades da Inglaterra. Naqueles dias elas viviam enclausuradas em seus conventos e na Inglaterra todos tinham sido fechados por ordem de Henrique VIII, muito antes do seu nascimento. Ela imaginava revolucionariamente que as mulheres podiam fazer votos sem viver atrás dos muros. Ela via os padres da Companhia de Jesus irem pelo mundo, fundar escolas, através das quais exercitavam uma missão efetiva na sociedade da época, faminta por conhecimento. E Mary Ward achava que O QUE OS HOMENS FAZIAM, AS MULHERES TAMBÉM PODIAM FAZER. Foi São Vicente de Paula que quebrou os preconceitos a respeito dos trabalhos que as mulheres consagradas podiam realizar no mundo, mas Mary Ward foi a pioneira.
Vestidas como mulheres da sua época, suas freiras abriram escolas na Inglaterra dos Stuarts, quando Católicos eram ainda proscritos. A própria Mary Ward morreu em 1645, durante a Guerra Civil, com a idade de 60 anos. Quarenta e dois anos mais tarde, em 1686, o famoso Bar Convent em York foi fundado, o primeiro convento na Inglaterra desde a Reforma. Desde então inúmeras garotas católicas têm sido educadas nas escolas da Congregação de Jesus, que se espalhou por todo o mundo. Muito embora Mary Ward trabalhasse para a educação de meninas, ela não foi uma feminista. Seu primeiro objetivo foi treinar futuras esposas e mães para espalharem a fé católica na Inglaterra. A vida de Mary Ward foi passada em diferentes países, com diferentes línguas e situação política peculiar, e sua história e geografia diferem dos que são hoje. Tudo isso faz com que a sua história se distancie de nossa experiência. Por isso ao examinarmos o contexto de seu tempo, é admirável verificar que numa época tão conturbada, quando um país inteiro se submetia à vontade da rainha tivesse surgido uma mulher forte que nunca desanima e cujas forças cresciam a cada resistência, educada e muito inteligente, capaz de escrever e falar várias línguas, inclusive o latim, possuindo até conhecimentos de medicina. Foi ela que começou a educação para meninas de todas as classes, não importando quão pobres fossem as famílias. Uma mulher que não perde a esperança, que rompe com os limites das idéias daquele tempo, possuindo uma claríssima visão de qual seria o caminho para ajudar o pequeno rebanho católico. Sabia que esta era a sua missão, ou seja, dar às mulheres os direitos que tanto desejavam e encaminhar o apostolado para as necessidades do momento. Mary Ward foi a pioneira de todos aqueles que deveriam mudar o status das mulheres quanto ao trabalho apostólico na igreja, e hoje, mais de quatro mil religiosas a reconhecem como fundadora. Muitas congregações de mulheres reconhecem que devem muito a ela, inclusive sua liberdade de clausura. O olhar de Mary Ward é o espelho de sua alma que exprime amor, aquele amor que há séculos pensava, amava e sofria por todos, alunos e alunas de todas as nações, de todas as gerações.


"Não é muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear internamente as coisas"